quinta-feira, 3 de maio de 2012

Papel Rasurado, Ato IV


Sem perceber sinto uma lágrima escorrendo em meu rosto.  Observo que tudo está congelado, toda natureza degustando o sofrimento de tal gotícula. Mais dez segundos se passam, uma dor inexplicável derruba as paredes da represa do choro. Cada lágrima um pensamento, cada pensamento uma dor, cada dor um sentimento e cada sentimento um descontentamento.

Não entendendo tal acontecimento, fecho os olhos. Um filme cinzento amedronta a mente perdida em várias imagens. A melhor imagem pertence a bela Estranha, que sem saber, atormenta todo horizonte a ser construído. Energia esgotada com tamanha paixão. Equivocado talvez não, pois há uma convicção nisso tudo. Convicção em dizer, liberte-se desse nó, abandone tal ninho, e venha comigo vivenciar verdadeiramente o horizonte.

Não sou uma ave, não sou o Outro e muito menos o dono da verdade. Me resta ser eu mesmo. TENSO!!! Percebo rapidamente que o texto perdeu o sentido...  decido encerrar com um pequeno poema angustiado:

Queria agora estar ao seu lado
Compartilhar toda maravilha do amor
Sendo conscientemente teu vassalo
E desta forma, destilar toda dor

Dor de não ter você...
Dor de você pertencer a outro
Dor de nunca saber
O mel esplêndido de seu corpo.

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