Sem perceber sinto uma lágrima escorrendo em meu rosto. Observo que tudo está congelado, toda natureza
degustando o sofrimento de tal gotícula. Mais dez segundos se passam, uma dor
inexplicável derruba as paredes da represa do choro. Cada lágrima um pensamento,
cada pensamento uma dor, cada dor um sentimento e cada sentimento um
descontentamento.
Não entendendo tal acontecimento, fecho os olhos. Um filme
cinzento amedronta a mente perdida em várias imagens. A melhor imagem pertence
a bela Estranha, que sem saber, atormenta todo horizonte a ser construído. Energia
esgotada com tamanha paixão. Equivocado talvez não, pois há uma convicção nisso
tudo. Convicção em dizer, liberte-se desse nó, abandone tal ninho, e venha
comigo vivenciar verdadeiramente o horizonte.
Não sou uma ave, não sou o Outro e muito menos o dono da
verdade. Me resta ser eu mesmo. TENSO!!! Percebo rapidamente que o texto perdeu
o sentido... decido encerrar com um
pequeno poema angustiado:
Queria agora estar ao seu lado
Compartilhar toda maravilha do amor
Sendo conscientemente teu vassalo
E desta forma, destilar toda dor
Dor de não ter você...
Dor de você pertencer a outro
Dor de nunca saber
O mel esplêndido de seu corpo.
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