terça-feira, 1 de maio de 2012

Logo ali


O velho abre os olhos
Mais uma quase manhã
Ainda é cedo, apesar de...
Ele então fecha os olhos
Oito minutos se passam
Olhos abertos novamente
O cansaço é maior
Não foi a melhor decisão,
como todas as outras, é verdade

A mão direita vasculha o ar
Encontra a gaveteira,
O maço e o isqueiro,
O velho amigo para acordar
O companheiro da noite, do dia
da estrada, da beirada, do horror
Melhor não pensar, já não vale mais

Uma canção a tocar,
notas dividem o ar com a fumaça
O que está feito é concreto
O que seria nunca será

Hora de levantar, é necessário tentar
Mais um dia a ler sem sonhar
Mais um dia a viver sem nada amar

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