terça-feira, 1 de maio de 2012

Papel Rasurado, Ato III

A chuva transparece toda tristeza
Cada lágrima machuca o pensamento
Nesse cenário guiado por vileza
Inflando em demasia todo sentimento

Um nobre homem já dizia
Ser ou não ser, eis a questão
Não sou e nem serei, só me resta ironia
A dor de saber que ela tem outra paixão

A estranha me visita com muita clareza
Seja vivendo, dormindo e sonhando
Mas se a outro ela entregaste toda pureza
Pensamentos enfadonhos agora torturando

Não vejo mais a saída e nem o caminho
Tempestuoso pensamento entrelaçado
A vergonha do pífio sentimento em carinho
Escrito novamente no papel rasurado

Ah! Ainda me resta uma estrofe perdida
Sem mais delongas, a Estranha não será revelada
É nítido que toda pureza não pode ser dividida
Aguardando o momento para que seja amada.

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