Espectros em mim, a sabedoria externa
O castelo se afoga em coisas tão simples
Em outra dimensão ela enxerga o pote
O saco plástico se transforma num cachorro
A menina do bambolê já não me olha mais
Rabisco o céu com as estrelas do meu sapato
Os raios de sol me atravessam em flores
Chegam até mim e me desfazem em plumas
Subo no meu cadarço, enxergo o horizonte
Volto ao lugar onde eu nunca mais estive
Minhas mãos estão repletas de sangue
Desfaço minhas teorias sobre a solidão
Acordo nessa ilha deserta e irracional
Foi apenas um lampejo de realidade
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