domingo, 29 de abril de 2012

Papel em branco, Ato XXIII


Há piedade na noite
Noite companheira do sono
Sono que leva a sério o devaneio
O que não é pode ser em sonhos

Penso em escrever na folha em branco,
em uma ligação grafitar este caderno
Mas essa era a ideia de uma hora atrás,
A mesma ideia desde que acordado

Não vou rasurar, melhor não escrever,
Não deixar relevo a ser identificado
Transparecer na opacidade, ser estoico,
Ser cínico... isso, este é o meu fado

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