sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bandoleiro, 1ª anotação

O bandoleiro vaga pela cidade
Contempla a sociedade devastada
Senta na calçada e lembra da mocidade
Onde sua formação ainda não fora molestada

Agora invadida por mediações do resultado
Na infância de outrora, podia caminhar e brincar
Anos se passam e o bandoleiro fica assustado
De bola e boneca, agora computador e celular

Não compreende aonde exploração começou
Hoje se estuda para estagiar e sonha em lucrar
Angústia do tempo perdido que se passou
Ensino superior, momento de se degradar

Acumula títulos para sonhada aposentadoria
Vida construída na competição e pavor
Sujeito que não aprende vira mercadoria
Mas se orgulha em dizer: "Caridade agrega valor"

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