sábado, 20 de outubro de 2012

Devaneio do dedo, segunda anotação


Na beira do penhasco esbravejo
“AH, o que direi aos meus queridos  filhos e netos?!
Da espada ao fracasso, do fracasso a vergonha
Petrificado ao ver os dias passarem sem fazer nada”

Com lágrimas nos olhos grito dessa vez
“Quanta delonga pode ter uma pessoa favorecida
Quanto pessimismo atrelado a si mesmo
Quanto sentimento enfadonho”

Corpo inclinado, apenas falo com tom da derrota
“Meus queridos, poderia ter sido mais e não fui
Meus queridos, perdão...”

Agora sussurro lentamente enquanto meu corpo cai
“Perdão por vocês não terem nascido, meu caminho foi sempre vazio
Só tenho o amargo abismo e a doce morte”

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